7 de jan de 2012

Pastor Gondim afirma que ateus têm de ser ouvidos e respeitado


O pastor Ricardo Gondim (foto), 54, da Assembleia de Deus Betesda, disse que “quem não acredita em divindade, mas tem valores éticos” precisa ser ouvido e respeitado.

No Brasil, onde os ateus sofrem preconceito no mesmo nível dos usuários de drogas, uma abordagem positiva sobre eles por parte de um pastor se destaca por ser uma exceção.

Em entrevista ao canal Futura, Gondim disse que gosta de dialogar com ateus – excluídos aqueles que defendem a extinção das religiões – porque eles lhe ajudam na formulação de conceitos e definições sobre Deus.

Afirmou que os questionamentos dos ateus tiram-no de uma área de conforto, ajudando-o a caminhar em direção a Deus. “Eles [os ateus] tiram o religioso do dogmatismo”, disse. “O diálogo com ateus e agnósticos é muito fértil.”

Gondim é um crítico do movimento neopentecostal brasileiro, “um sub-grupo do cristianismo”, conforme diz. Em 2010, ele escreveu que teme que o Brasil se torne um país de maioria de evangélicos porque haveria uma catástrofe cultural. “Como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu?”

Escreveu, também, que não aceita a ideia de que Deus está no controle de tudo porque, se assim fosse, Ele teria de ser responsabilizado pelas mazelas deste mundo.

Por causa dessas afirmações, Gondim foi duramente criticado por lideranças evangélicas e fiéis. Foi dispensado de uma revista onde era colaborador havia anos e houve quem dissesse que tinha se tornando em um pastor herege.

Na entrevista do Futura, levada ao ar no dezembro, Gondim defendeu o diálogo entre religiosos e ateus porque, para ele, as religiões não podem se colocar como “donas da verdade”. “A verdade não pertence a uma tradição religiosa.”

Ele citou um teólogo para dizer que os ateus éticos estão conectados ao divino, porque “Deus vai além da ideia de Deus”.

FONTE:
http://www.paulopes.com.br/2012/01/pastor-gondim-afirma-que-ateus-tem-de.html#ixzz1in1Pf44n

Pastor admite que igreja tende a cercear as pessoas from Paulopes on Vimeo.

Malafaia chama jornalista ateia que criticou evangélicos de 'vagabunda'


Eliane escreveu sobre intolerância religiosa

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, chamou a jornalista e escritora Eliane Brum (foto) de “vagabunda” ao comentar o que artigo que ela escreveu para Época contando não ser fácil a vida de ateus em um Brasil cada vez mais marcado pela intolerância evangélica.

A afirmação foi feita em uma entrevista relatada pelo New York Times em uma reportagem sobre a liderança que Malafaia passou a exercer no Brasil, apesar dos destemperos verbais dele.

Na entrevista, o pastor disse que “os ateus comunistas” da antiga União Soviética, do Camboja e Vietnã foram responsáveis por mais mortes do que todas as que ocorreram em consequência de “questões religiosas”.

No Twitter, Eliane disse ter ficado “chocada” com a afirmação de Malafaia.

O site de Malafaia comemorou a publicação da reportagem com a manchete de que o pastor “é notícia em um dos maiores e mais influentes jornais do mundo”.

FONTE
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2011/11/malafaia-chama-jornalista-ateia-que.html#ixzz1in0jZ4xD

30 de dez de 2011

FELIZ 2012





FELIZ 2012 PARA TODOS OS VISITANTES DO NOSSO BLOG...UM FORTE ABRAÇO A TODOS...

Folha de S. Paulo publica resposta da Atea


O fudamentalismo nosso de cada dia nos dai hoje

(Publicado na seção Tendências/Debates da Folha de S. Paulo de 8/12/2011)

Segundo Ives Gandra, em recente artigo nesta Folha ("Fundamentalismo ateu", 24/11), existe uma coisa chamada "fundamentalismo ateu", que empreende "guerra ateia contra aqueles que vivenciam a fé cristã". Nada disso é verdade, mas fazer os religiosos se sentirem atacados por ateus é uma estratégia eficaz para advogados da cúria romana. Com o medo, impede-se que indivíduos possam se aproximar das linhas do livre-pensamento.

É bom saber que os religiosos reconhecem o dano causado pelo fundamentalismo, mas resta deixar bem claro que essa conta não pode ser debitada também ao ateísmo.

Os próprios simpatizantes dos fundamentos do cristianismo, que pregam aderência estrita a eles, criaram a palavra "fundamentalista". Com o tempo, ela se tornou palavrão universal. O que ninguém parece ter notado é que, se esses fundamentos fossem tão bons como querem nos fazer crer, então o fundamentalismo deveria ser ótimo!

Reconhecer o fundamentalismo como uma praga é dizer implicitamente que a religião só se torna aceitável quando não é levada lá muito a sério, ideia com que enfaticamente concordam centenas de milhões de "católicos não praticantes" e religiosos que preferem se distanciar de todo tipo de igrejas e dogmas.

Já o ateísmo é somente a ausência de crença em todos os deuses, e não tem qualquer doutrina. Por isso, fundamentalismo ateu é um oximoro: uma ficção ilógica como "círculo quadrado".

Gandra defende uma encíclica papal dizendo que "quem não é católico não deveria se preocupar com ela". No entanto, quando ateus fazem pronunciamentos públicos preocupa-se tanto que chama isso de "ataque orquestrado aos valores das grandes religiões".

Parece que só é ataque orquestrado se for contra a religião. Contra o ateísmo, "não se preocupem".

Aparentemente, para ele os ateus não têm os mesmos direitos que religiosos na exposição de ideias.

A religião nunca conviveu bem com a crítica mesmo. Já era hora de aprender. Se há ateus que fazem guerra contra cristãos, eu não conheço nenhum. Nossa guerra é contra ideias, não contra pessoas.

Os ateus é que são vistos como intrinsecamente maus e diuturnamente discriminados pelos religiosos, não o contrário. Existem processos movidos pelo Ministério Público e até condenação judicial por causa disso.

O jurista canta loas ao "respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade", mas aqui também pratica o oposto do que prega: ele está ao lado da maioria que defende com entusiasmo que o Estado seja utilizado como instrumento de sua própria religião.

Para entender como se sente um ateu no Brasil, basta imaginar um país que dá imunidade tributária e dinheiro a rodo a organizações ateias, mas nenhum às religiosas; que obriga oferecimento de estudos de ateísmo em escolas públicas, onde nada se fala de religião.

Um país que assina tratados de colaboração com países cuja única atividade é a promoção do ateísmo; cujos eleitores barram candidatos religiosos; que ostenta proeminentes símbolos da descrença em tribunais e Legislativos (onde se começam sessões com leitura de Nietzsche) e cuja moeda diz "deus não existe".

E depois os fundamentalistas que fazem ataque orquestrado somos nós.

(Daniel Sottomaior é presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos)

FONTE.: http://atea.org.br/

Adeptos da religião sofrem com a intolerância e preconceito


Apesar do grande vulto tomado pela festa de Iemanjá e da mesma ter se tornado um marco nas festividades de final de ano na cidade do Rio de Janeiro, ultrapassando limites religiosos e atingindo um patamar onde passa a ser inclusive reconhecida oficialmente no calendário cultural carioca, ainda existem manifestações de intolerância religiosa.

De acordo com Mãe Miriam de Oya, algumas pessoas riem ou gritam ofensas, mas não foram presenciados casos mais graves durante a festividade na praia. Ela relaciona este fato à conscientização dos religiosos de matriz africana e á criminalização do preconceito religioso. "Percebemos que quando o terreiro esta lá, cultuando, cantando para as entidades, ainda há pessoas que riem e debocham. Principalmente pessoas ligadas às religiões neopentecostais, dizem coisas como ‘ Sai Satanás’ ou ‘Tá amarrado’. E nós da religião não revidamos, ignoramos. Eles aí não tem como expandir a ira, e agora que sabem que é crime ficam mais contidos. Mas não param, infelizmente."

Para a cantora Rita Ribeiro, que há oito anos desenvolve o trabalho "Tecnomacumba" que mescla música eletrônica à cantigas referentes a religiosidade de matriz africana, essa intolerância é, também, bastante presente. " Desde o começo, desde a escolha do nome do projeto. Porque macumba é um termo usado de forma pejorativa, sempre ligado a força negativas. Desde o começo isso assustou de donos de gravadoras a empresários, alguns fãs também acharam que eu tinha tomado atitude muito radical, mas como eu tinha muita consciência da minha proposta e sabia que ia muito além do religioso, resolvi assumir a responsabilidade sobre o nome, sobre todo o contexto do projeto, a pesquisa feita. Tive muitas portas fechadas mas também por insistência, perseverança, tive muitas portas abertas."

O trabalho da cantora, apesar de fazer referencia a religiosidade não se limita a isso e nem pretende ser especificamente religioso, é uma manifestação da cultura brasileira e uma forma de reconhecimento das origens culturais africanas. "Muita gente faz sua macumba, muita gente arreia suas flores para Iemanjá, muita gente faz seu ritual, mas ninguém admite que aquilo ali é uma manifestação de origem africana, que tem uma influência profunda na formação da cultura brasileira." Para a cantora, uma das formas de diminuir o preconceito seria as pessoas assumirem suas origens.

FONTE.:http://www.sidneyrezende.com/noticia/157044+adeptos+da+religiao+sofrem+com+a+intolerancia+e+preconceito

26 de dez de 2011

Das simpatias de fim de ano


O ano acabando e já começam a estupidez popular que criar simpatias de fim de ano. Me impressiona o esforço de muitos por acreditarem que tais ações possam trazer sorte ou mesmo vontade de subir na vida. Afinal toda essa besteira adianta? Claro que não. Basta um mínimo de bom senso para perceber a besteira de fazer tudo isso. Inclusive macumbas.

Ora, quanto tempo e dinheiro se perdem com essas besteiras! São “manifestações culturais” medievais, inúteis, que apenas faz com que as pessoas se comportem como idiotas. Gostaria de saber qual a diferença entre comer um porco e uma galinha; entre vestir roupas brancas e pretas ou coloridas; usas coisas novas ou usadas; entre outras besteiras. Sim, existem aquelas diferenças obvias, mas nada que mude algo na nossa sorte que é nada mais que regida pelo acaso. E infelizmente parece que isso é cada vez mais comum, muito comum, mostrando o quanto o Brasil parece se tornar cada vez mais um país de idiotas. E veja que cada vez mais aparecem revistas que ensinam esse besteirol.

Sim, reconheço que os outros países têm os seus bestas que fazem as suas besteiras. Aqui no Japão mesmo tem gente que encara um frio abaixo de zero para tocar sino. Obviamente também considero isso um besteirol.

Pior é ter de ouvir palpite de roupas, bem, a minha roupa para virada já escolhi. É a que estiver lavada. Não me importo nem um pouco com isso. E acho engraçado me estranharem por não ter esse tipo de costume. Para mim estranho é quem tem.

FONTE: http://nihil-lemos.livrespensadores.org/filosofia/uncategorized/das-simpatias-de-fim-de-ano/

Ataques a igrejas cristãs matam ao menos 35 na Nigéria


Após ataques, facção islâmica Boko Haram assumiu a responsabilidade pelas explosões; grupo seria responsável por 491 mortes em 2011


Uma série de ataques realizados neste domingo, 25, contra igrejas e um atentado suicida mataram pelo menos 35 pessoas na Nigéria em meio a crescente violência reivindicada por islamitas. O número de mortos ainda é confuso. Apenas na Igreja Católica St. Theresa em Madalla, uma cidade no Estado de Níger perto da capital, Abuja, as equipes de resgate recuperaram pelo menos 25 corpos. As autoridades continuam a avaliar o número de feridos em vários hospitais, disse Slaku Luguard, coordenador da Agência de Gerenciamento de Emergência da Nigéria.

Em Jos, uma segunda explosão aconteceu perto da Igreja Montanha de Fogo e Milagres, disse o porta-voz do governo Pam Ayuba. Segundo ele, depois disso homens armados abriram fogo contra os policiais na região, matando pelo menos um.

Após os ataques, um porta-voz da facção islâmica Boko Haram, usando o nome de guerra de Abul-Qaga, assumiu a responsabilidade pelas explosões em uma entrevista ao jornal The Daily Trust.


Os ataques mostram a crescente ambição nacional da facção conhecida como Boko Haram, responsável por pelo menos 491 mortes somente neste ano, de acordo com uma contagem da Associated Press.

Um ataque ocorreu quando um homem-bomba procurou atingir um comboio militar na frente de um prédio da polícia secreta na cidade de Damaturu. Morreram o suicida e mais três agentes de segurança.

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ataques-a-igrejas-cristas-matam-ao-menos-35-na-nigeria,815190,0.htm

8 de dez de 2011

A realidade confrontando a mentira

Missionário do sertão desafia televangelistas da prosperidade








Essa foi realmente muito boa! Um pastor do sertão nordestino desafia os "pastores super-poderosos" da TV, a pregarem sua teologia de Mamon naquela região carente do país, para ver se, de fato, o que eles dizem é verdade.

O anônimo missionário desafia os pastores "Midas" para irem àquela região menos evangelizada do Brasil, tentar mudar o quadro de miséria e aumentar o índice de desenvolvimento humano que é um dos menores. “Eu faço um apelo a vocês, se vocês quiserem conhecer uma das localidades menos evangelizadas do Brasil, e tudo que vocês tocam viram ouro, pode vir aqui transformar a vida desse povo. Ai sim nós iremos dar credibilidade ao falso evangelho da falsa prosperidade”.

Em seu discurso ele desafia esses pastores a deixarem suas riquezas para cumprirem o chamado no Nordeste. “Quero ver vocês construírem suas catedrais, comprarem aviões, viverem luxuosamente através de um local como este. Fica aqui o meu apelo, use o dinheiro que vocês estão gastando na compra de jatinhos, na compra de mansões, na compra de ternos de R$15 mil, R$20 mil reais, relógios caros para pregar o evangelho”.

Veja o vídeo do desabafo deste homem de Deus:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Pahj12IOtqQ

FONTE:http://bereianos.blogspot.com/2011/11/realidade-confrontando-mentira.html

6 de dez de 2011

Igreja Evangélica e suas Doutrinas Bizarras!

VEJA NO LINK ABAIXO A DOUTRINA ABSURDA E ALIENADA DESTA IGREJA EVANGÉLICA...TIREM SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES...

http://www.portaladud.com.br/adud/a-igreja/nossa-doutrina





FONTE: http://insonialudica.blogspot.com/

Milagreiro Valdemiro procurou um hospital para curar seu joelho


Pastor diz que Deus o usa para curar câncer, mas recorreu à medicina para seu joelho.

O milagreiro Valdemiro Santiago (foto), 48, chefe da Igreja Mundial, se submeteu no dia 21 de novembro a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein em São Paulo para resolver um problema no joelho.

A informação é do Globo de hoje, mas um dia depois da operação um leitor anônimo postou neste blog que na rua Carneiro Leão, onde fica a sede da Mundial, em São Paulo, já corria a notícia da intervenção no joelho de Valdemiro.

“Você [Valdemiro] cura portadores do vírus da Aids, mas não consegue curar o seu próprio joelho”, escreveu o leitor.

Para não ser acusado do crime de charlatanismo, Valdemiro afirma constantemente que quem cura não é ele, mas Deus. O “ungido”, conforme dizem seus fiéis, além de viabilizar a cura de Aids, faz paralítico andar, cego enxergar, pessoa com câncer terminal ficar boa, defunto levantar, etc. Em dois ou três programas na TV, Valdemiro faz mais milagres do que Jesus em toda a Bíblia.

Recentemente, em um dos seus programas, provavelmente antes da operação de seu joelho, Valdemiro disse que o “médico é importante, mas quem dá a última palavra é Deus”.

Em seu caso, contudo, quem deu a última palavra foi um dos dois melhores hospitais do Brasil (ou outro é o Sírio Libanês), com excelentes equipes médicas e equipamentos de tecnologia avançada. É também um dos hospitais mais caros.

A Mundial, com 4.500 templos, é a igreja pentecostal que mais tem crescido no Brasil graças aos “milagres” de Valdemiro. O Globo, na reportagem de hoje, diz que a construção de um templo para 150 mil fiéis pela Mundial mostra que a denominação ameaça a hegemonia da Igreja Universal, que possui cerca de 5.000 templos.

O jornal informou que Valdemiro mora em um condomínio de luxo em Alphaville, na região da Grande São Paulo e perto da rodovia Castelo Branco. Ali, os congestionamentos de trânsito se agravaram neste ano, mas isso não é problema para Valdemiro. Ele tem um helicóptero. Para viagens longas, usa um avião.

Valdemiro tem vida de milionário, mas disse recentemente que isso não se deve à Mundial. “Hoje, tenho o fogão que quiser. Como o que quiser, moro onde quiser, mas não dependo dez centavos da igreja, nenhuma moeda da igreja.” Com a sua mulher, a Francileia, 46, e outro sócio, ele é dono de uma empresa de comunicação e de uma gravadora de CDs.

Além da abundância de milagres que diz proporcionar, o seu diferencial em relação a Edir Macedo, o chefe da Universal, é a criatividade para arrecadar dízimo.

Ele já inventou do trízimo (10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo). Na loja de sua igreja, já houve meias ungidas vendidas a R$ 153 o par, martelinho sagrado de R$ 1.000, entre outras enganações respaldadas pela Constituição que garante ao brasileiro a liberdade de acreditar no que quiser. E é o que tem sido uma brecha para charlatães.


Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2011/12/milagreiro-valdemiro-procurou-um.html#ixzz1flHdo5di

16 de nov de 2011

Fundador faz revelações sobre o 'cair no espírito'...

Fundador faz revelações sobre o 'cair no espírito' e diz porque abandonou a doutrina

COPIE O LINK ABAIXO PARA VER VIDEO COMPLETO...

http://noticias.r7.com/videos/fundador-faz-revelacoes-sobre-o-cair-no-espirito-e-diz-porque-abandonou-a-doutrina/idmedia/4ec05c96fc9bb21203e0f878.html


O culto, que atrai cada vez mais seguidores no Brasil e no mundo, chama a atenção por expor seus seguidores a rituais perigosos e intrigantes. Comandados por um líder religioso, os fiéis ficam imóveis, caem e se debatem, em transe, no chão; muitas vezes, todos ao mesmo tempo. O Domingo Espetacular, deste domingo (13), investigou o fenômeno e entrevistou ex-fiéis, psicólogos e neurologistas. Em uma conversa exclusiva com a repórter Heloísa Vilela, um dos fundadores do movimento, arrependido, revela que as práticas vão contra às Escrituras Sagradas e pede que os brasileiros e os pastores não adotem essa doutrina, pois, segundo ele, não se trata de uma manifestação sagrada.

Fonte.:http://noticias.r7.com/videos/fundador-faz-revelacoes-sobre-o-cair-no-espirito-e-diz-porque-abandonou-a-doutrina/idmedia/4ec05c96fc9bb21203e0f878.html

3 de jul de 2011

ISTO É UMA REVOLTA!!!

O MINISTÉRIO PÚBLICO OU ALGUM ORGÃO QUE DEFENDA AS CRIANÇAS (Estatuto da Criança e do Adolescente) DEVERIA PUNIR ESTE TIPO DE ATITUDE, USANDO CRIANÇAS, INSTINGANDO-A PARA VENDER SEUS BRINQUEDOS...ISTO É O FIM DO MUNDO...


Arqueólogos acham 'caixão' de família que julgou Jesus Cristo


POR: REINALDO JOSÉ LOPES - EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.

A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.


Funcionário da Autoridade Israelense de Antiguidades mostra inscrição em ossuário
A inscrição no ossuário, em aramaico ("primo" do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: "Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri".

O nome "Caifás" é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça.

Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.

Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo.

O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/936888-arqueologos-acham-caixao-de-familia-que-julgou-jesus-cristo.shtml

26 de jun de 2011

Cadeira em chamas lembra as vítimas da Santa Inquisição na Noruega


Na pequena cidade de Vardoe (ou Vardø), da Noruega, no centro de uma casa com paredes de vidros há uma insólita cadeira em chamas para lembrar que exatamente ali, no século 16, a Igreja Católica queimava mulheres (sobretudo elas) e homens acusados de bruxaria.

Esta instalação, projetada pela americana Louise Bourgeois, faz parte do Memorial Steilneset que Sônia Haraldsen, 74, a rainha do país, inaugurou ontem (24) em homenagem às vítimas da fúria católica.

Em um anexo à casa, há um corredor (concebido pelo arquiteto suíço Peter Zumthor) onde estão figuras de 77 mulheres e 14 homens que arderam no local em nome de Deus. Estima-se que essas 91 pessoas correspondam a um terço das vítimas da Inquisição na Noruega. Em nenhum outro lugar do país os representantes da igreja caçaram e queimaram tantas bruxas.

Na Idade Média, os eclesiásticos escolheram aquele local para julgar e queimar os acusados de heresia ou de ter feito pacto com o diabo por ser de fácil acesso. A ideia era de que o máximo de pessoas vissem à punição de modo a ficarem atentas às tentações do diabo, mantendo-se, obviamente, obedientes à igreja.

Sônia comentou que sentiu um mal-estar porque era como tivesse retrocedido no tempo, na época da Inquisição.

Stein Ovesen, um dos responsáveis pelo memorial, disse que hoje a igreja e a sociedade assumem a responsabilidade pelo vergonhoso atentado contra aquelas pessoas e a dignidade humana. E acrescentou que a atual Noruega condena “a violência contra com base em raça, gênero, fé e convicção”.

FONTE: http://www.paulopes.com.br/2011/06/cadeira-em-chamas-lembra-as-vitimas-da.html

23 de jun de 2011

Mito, Rito e Religião


É necessário deixar bem claro, nesta tentativa de conceituar o mito, que o mesmo não tem aqui a conotação usual de fábula, lenda, invenção, ficção, mas a acepção que lhe atribuíam e ainda atribuem as sociedades arcaicas, as impropriamente denominadas culturas primitivas, onde mito é o relato de um acontecimento ocorrido no tempo primordial, mediante a intervenção de entes sobrenaturais. Em outros termos, mito, é o relato de uma história verdadeira, ocorrida nos tempos dos princípios, quando com a interferência de entes sobrenaturais, uma realidade passou a existir, seja uma realidade total, o cosmo, ou tão-somente um fragmento, um monte, uma pedra, uma ilha, uma espécie animal ou vegetal, um comportamento humano. Mito é, pois, a narrativa de uma criação: conta-nos de que modo algo, que não era, começou a ser.

De outro lado, o mito é sempre uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo. Mito é, por conseguinte, a parole, a palavra "revelada", o dito. E, desse modo, se o mito pode se exprimir ao nível da linguagem, "ele é, antes de tudo, uma palavra que circunscreve e fixa um acontecimento". "O mito é sentido e vivido antes de ser inteligido e formulado. Mito é a palavra, a imagem, o gesto, que circunscreve o acontecimento no coração do homem, emotivo como uma criança, antes de fixar-se como narrativa".

O mito expressa o mundo e a realidade humana, mas cuja essência é efetivamente uma representação coletiva, que chegou até nós através de várias gerações. E, na medida em que pretende explicar o mundo e o homem, isto é, a complexidade do real, o mito não pode ser lógico: ao revés, é ilógico e irracional. Abre-se como uma janela a todos os ventos; presta-se a todas as interpretações. Decifrar o mito é, pois, decifrar-se. E, como afirma Roland Barthes, o mito não pode, conseqüentemente, "ser um objeto, um conceito ou uma idéia: ele é um modo de significação, uma forma". Assim, não se há de definir o mito "pelo objeto de sua mensagem, mas pelo modo como a profere".



É bem verdade que a sociedade industrial usa o mito como expressão de fantasia, de mentiras, daí mitomania, mas não é este o sentido que hodiernamente se lhe atribui.

O mesmo Roland Barthes, aliás, procurou reduzir, embora significativamente, o conceito de mito, apresentando-o como qualquer forma substituível de uma verdade. Uma verdade que esconde outra verdade. Talvez fosse mais exato defini-lo como uma verdade profunda de nossa mente. É que poucos se dão ao trabalho de verificar a verdade que existe no mito, buscando apenas a ilusão que o mesmo contém. Muitos vêem no mito tão-somente os significantes, isto é, a parte concreta do signo. É mister ir além das aparências e buscar-lhe os significados, quer dizer, a parte abstrata, o sentido profundo.

Talvez se pudesse definir mito, dentro do conceito de Carl Gustav Jung, como a conscientização de arquétipos do inconsciente coletivo, quer dizer, um elo entre o consciente e o inconsciente coletivo, bem como as formas através das quais o inconsciente se manifesta.

Compreende-se por inconsciente coletivo a herança das vivências das gerações anteriores. Desse modo, o inconsciente coletivo expressaria a identidade de todos os homens, seja qual for a época e o lugar onde tenham vivido.

Arquétipo, do grego "arkhétypos", etimologicamente, significa modelo primitivo, idéias inatas. Como conteúdo do inconsciente coletivo foi empregado pela primeira vez por Yung. No mito, esses conteúdos remontam a uma tradição, cuja idade é impossível determinar. Pertencem a um mundo do passado, primitivo, cujas exigências espirituais são semelhantes às que se observam entre culturas primitivas ainda existentes. Normalmente, ou didaticamente, se distinguem dois tipos de imagens:

a) imagens (incluídos os sonhos) de caráter pessoal, que remontam a experiências pessoais esquecidas ou reprimidas, que podem ser explicadas pela anamnese individual;

b) imagens (incluídos os sonhos) de caráter impessoal, que não podem ser incorporados à história individual. Correspondem a certos elementos coletivos: são hereditárias.

A palavra textual de Jung ilustra melhor o que expôs: "Os conteúdos do inconsciente pessoal são aquisições da existência individual, ao passo que os conteúdos do inconsciente coletivo são arquétipos que existem sempre a priori.

Embora se tenha que admitir a importância da tradição e da dispersão por migrações, casos há e muito numerosos em que essas imagens pressupõem uma camada psíquica coletiva: é o inconsciente coletivo. Mas, como este não é verbal, quer dizer, não podendo o inconsciente se manifestar de forma conceitual, verbal, ele o faz através de símbolos. Atente-se para a etimologia de símbolo, do grego "sýmbolon", do verbo "symbállein", "lançar com", arremessar ao mesmo tempo, "com-jogar". De início, símbolo era um sinal de reconhecimento: um objeto dividido em duas partes, cujo ajuste e confronto permitiam aos portadores de cada uma das partes se reconhecerem. O símbolo é, pois, a expressão de um conceito de eqüivalência. Assim, para se atingir o mito, que se expressa por símbolos, é preciso fazer uma eqüivalência, uma "con-jugação", uma "re-união", porque, se o signo é sempre menor do que o conceito que representa, o símbolo representa sempre mais do que seu significado evidente e imediato.

Em síntese, os mitos são a linguagem imagística dos princípios. "Traduzem" a origem de uma instituição, de um hábito, a lógica de uma gesta, a economia de um encontro.

Na expressão de Goethe, os mitos são as relações permanentes da vida.

Se mito é, pois, uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo, então o que é mitologia?

Se mitologema é a soma dos elementos antigos transmitidos pela tradição e mitema as unidades constitutivas desses elementos, mitologia é o "movimento" desse material: algo de estável e mutável simultaneamente, sujeito, portanto, a transformações. Do ponto de vista etimológico, mitologia é o estufo dos mitos, concebidos como história verdadeira.

Quanto à religião, do latim "religione", a palavra possivelmente se prende ao verbo "religare", ação de ligar.

Religião pode, assim, ser definida como o conjunto das atitudes e atos pelos quais o homem se prende, se liga ao divino ou manifesta sua dependência em relação a seres invisíveis tidos como sobrenaturais. Tomando-se o vocábulo num sentido mais estrito, pode-se dizer que a religião para os antigos é a reatualização e a ritualização do mito. O rito possui, "o poder de suscitar ou, ao menos, de reafirmar o mito".

Através do rito, o homem se incorpora ao mito, beneficiando-se de todas as forças e energias que jorraram nas origens. A ação ritual realiza no imediato uma transcendência vivida. O rito toma, nesse caso, "o sentido de uma ação essencial e primordial através da referência que se estabelece do profano ao sagrado". Em resumo: o rito é a praxis do mito. É o mito em ação. O mito rememora, o rito comemora.

Rememorando os mitos, reatualizando-os, renovando-os por meio de certos rituais, o homem torna-se apto a repetir o que os deuses e os heróis fizeram "nas origens", porque conhecer os mitos é aprender o segredo da origem das coisas. "E o rito pelo qual se exprime (o mito) reatualiza aquilo que é ritualizado: re-criação, queda, redenção". E conhecer a origem das coisas - de um objeto, de um nome, de um animal ou planta - "eqüivale a adquirir sobre as mesmas um poder mágico, graças ao qual é possível dominá-las, multiplicá-las ou reproduzí-las à vontade". Esse retorno às origens, por meio do rito, é de suma importância, porque "voltar às origens é readquirir as forças que jorraram nessas mesmas origens". Não é em vão que na Idade Média muitos cronistas começavam suas histórias com a origem do mundo. A finalidade era recuperar o tempo forte, o tempo primordial e as bênçãos que jorraram illo tempore.

Além do mais, o rito, reiterando o mito, aponta o caminho, oferece um modelo exemplar, colocando o homem na contemporaneidade do sagrado. É o que nos diz, com sua autoridade, Mircea Eliade: "Um objeto ou um ato não se tornam reais, a não ser na medida em que repetem um arquétipo. Assim a realidade se adquire exclusivamente pela repetição ou participação; tudo que não possui um modelo exemplar é vazio de sentido, isto é, carece de realidade".

O rito, que é o aspecto litúrgico do mito, transforma a palavra em verbo, sem o que ela é apenas lenda, "legenda", o que deve ser lido e não mais proferido.

À idéia de reiteração prende-se a idéia de tempo. O mundo transcendente dos deuses e heróis é religiosamente acessível e reatualizável, exatamente porque o homem das culturas primitivas não aceita a irreversibilidade do tempo: o rito abole o tempo profano, cronológico, é linear e, por isso mesmo, irreversível (pode-se "comemorar" uma data histórica, mas não fazê-la voltar no tempo), o tempo mítico, ritualizado, é circular, voltando sempre sobre si mesmo. É precisamente essa reversibilidade que liberta o homem do peso do tempo morto, dando-lhe a segurança de que ele é capaz de abolir o passado, de recomeçar sua vida e recriar seu mundo. O profano é tempo da vida; o sagrado, o "tempo" da eternidade.

A "consciência mítica", embora rejeitada no mundo moderno, ainda está viva e atuante nas civilizações denominadas primitivas: "O mito, quando estudado ao vivo, não é uma explicação destinada a satisfazer a uma curiosidade científica, mas uma narrativa que faz reviver uma realidade primeva, que satisfaz as profundas necessidades religiosas, aspirações morais, a pressões e a imperativos de ordem social e mesmo a exigências práticas. Nas civilizações primitivas, o mito desempenha uma função indispensável: ele exprime, exalta e codifica a crença; salvaguarda e impõe os princípios morais; garante a eficácia do ritual e oferece regras práticas para a orientação do homem. O mito é um ingrediente vital da civilização humana; longe de ser uma fabulação vã, ele é, ao contrário, uma realidade viva, à qual se recorre incessantemente; não é, absolutamente, uma teoria abstrata ou uma fantasia artística, mas uma verdadeira codificação da religião primitiva e da sabedoria prática".

Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva


Temas como legalização da maconha e criminalização da homofobia também pautaram evento, que levou ao menos 1 milhão às ruas em SP

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 23/06/2011 17:05

Texto:
A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, se transformou em um ato de afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos políticos por parte de lideranças evangélicas. Apesar dos esforços dos organizadores para restringir o enfoque a temas religiosos, assuntos como a união civil de pessoas do mesmo sexo, homofobia e legalização da maconha acabaram dominando os discursos de alguns líderes religiosos.

"A marcha não deixa de ser um ato político", resumiu o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O discurso mais radical foi do pastor Silas Malafaia. Com palavreado vulgar, usando termos como "otário" e "lixo moral", Malafaia atacou duramente a decisão do STF de legalizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do gênero masculino e uma mulher do gênero feminino. União homossexual uma vírgula", disse o pastor.


Organizadores tentaram manter foco em discurso religioso, mas manifestações políticas deram o tom do evento
Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil.
"Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não."

A multidão, estimada pela Polícia Militar em 1 milhão de pessoas - e pelos organizadores em 5 milhões - foi ao delírio e respondeu com gritos de "não, não" com os braços levantados para o céu.
Malafaia ameaçou orientar seus fiéis a não votarem em parlamentares que defendem o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia no País. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", ameaçou.

O pastor defendeu a desobediência por parte de pastores caso o PL 122 seja aprovado. "Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor."



Marcha para Jesus reúne milhares em SP
União homoafetiva reúne 43 casais no Rio
Supremo reconhece união estável homoafetiva
Confusão marca votação de projeto contra homofobia
Lixo moral'

Malafaia classificou como "lixo moral" as pessoas que questionam a interferência das igrejas em assuntos do governo e, embora tenha dito que não tem objetivo de instaurar um estado evangélico no Brasil, "os países mais práticos e as democracias mais evoluídas do mundo tem origem no protestantismo".

Já Crivella adotou um tom mais ameno em relação aos direitos civis dos homossexuais, mas foi duro em relação ao STF que, segundo ele, está agindo politicamente e se imiscuindo em temas que dizem respeito ao Legislativo. "O Congresso tem que se levantar contra o ativismo político do STF. Só o Congresso pode detê-los", afirmou o senador.

A contrariedade maior de Crivella é em relação ao ministro Ayres Brito. "Fui o relator do processo de aprovação do Ayres Britto no Senado e na época alguns colegas me alertaram que ele tem pretensões políticas mas não dei ouvidos. Ele foi candidato a deputado pelo PT de Sergipe e não foi eleito. Agora quer se vingar do povo sergipano e levar na mão grande", acusou. Segundo ele, o Congresso trabalha em um projeto de lei que contemple tanto os direitos civis gays quanto os dos pastores evangélicos de pregarem contra a prática homossexual. "O que não pode é querer fazer na marra. Aí desencadeia reações radicais como a que vimos agora a pouco", disse ele, em referência a Malafaia.


Marcha reuniu 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar
O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivela são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o "casamento gay" e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto.

'A serviço de satanás'

Entre os milhares de pessoas que participaram da marcha, os temas polêmicos também foram os assuntos principais. A reportagem do iG abordou um grupo de oito jovens que veio de Cidade Adhemar para a marcha e perguntou quais as opiniões deles sobre direitos homossexuais, homofobia, aborto e legalização da maconha. Com visual moderno, estilo emo, todos disseram ser contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização das drogas e defenderam os pastores que consideram o homossexualismo uma prática pecaminosa.

"Quem defende o homossexualismo e a maconha está aqui a serviço de Satanás", disse o auxiliar de informática Natanael da Silva Santos, de 19 anos, que foi à marcha usando calça apertada, cinto de taxinhas e a tradicional franja emo. Enquanto a reportagem entrevistava os jovens, a aposentada Jovelina das Cruzes, de 68 anos, ouviu a conversa e fez uma intervenção. "Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego."

Quando Jovelina virava as costas para continuar a marcha Natanael, que não se deu por vencido, fez uma observação. "Cuidado, tia. Se o pastor escuta a senhora falando uma coisa dessas ele não deixa mais a senhora entrar na igreja". E Jovelina respondeu. "Igreja é o que não falta por aí. Se me impedirem de ir em uma, vou em outra. Não tem problema."

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/marcha+para+jesus+vira+ato+contra+uniao+homoafetiva/n1597044443203.html

21 de jun de 2011

Adolescente de 14 anos comete suicídio por causa da previsão do fim do mundo em 21 de maio


Uma adolescente de 14 anos da Rússia ficou apavorada com a previsão do dia do fim do mundo e juízo final de 21 de maio de Harold Camping, que cometeu um suicídio no mesmo dia, disseram investigadores nesta quarta-feira.

O dia 21 de maio foi o dia que o pregador Camping da Family Radio disse que crentes iriam ser arrebatados ao céu antes do apocalipse e aqueles deixados para trás na terra iriam sofrer com desastres que culminariam com a destruição do mundo em 21 de outubro.

Nastya Zachinova, que vivia na República de Mari El na Rússia Central, acreditou que o fim do mundo seria no dia 21 de maio, disse sua família ao LifeNews, um tabloide Russo.

“Ele levou a data muito profundamente em seu coração,” disse a sua mãe, Lyudmila, ao LifeNews.

A Agência Estatal de Notícias, RIA Novosti, relatou quarta-feira que a menina se enforcou com medo da previsão de Camping.

O investigador Alexander Kosharin disse que a conduta da menina mudou dramaticamente quando ela soube da previsão do pregador da rádio, de acordo com a RIA Novosti.

Camping havia alegado que terremotos e arrebatamento aconteceriam em 21 de Maio às 6h da tarde, fuso horário de cada local e sinalizaria o começo do fim.

O diário pessoal da menina revelou quão apavorada ela estava que o sofrimento tomaria lugar. Ele acreditou que ela não era uma das pessoas justas que seriam levadas ao céu, mas alguém que iria permanecer na terra e sofrer.

“As baleias estão tentando encalhar-se e os pássaros estão morrendo – é só o começo do fim,” escreveu Zachinova em sua última reflexão no diário, como relatado por RIA Novosti.

“Nós não somos as pessoas justas, somente eles irão ir para o céu, e os outros ficarão aqui na Terra para passar por terríveis sofrimentos,” escreveu ela.

“Eu não quero morrer como os outros. Por isso é que eu vou morrer agora.”

A agência de notícias da Rússia também relatou que os investigadores estão vendo se a menina tinha laços “informais com grupos de jovens” ou seitas religiosas.

Na segunda-feira, Camping discursou sobre sua previsão errada do dia 21 de maio, dizendo que ele mal intrepretou que o julgamento viria fisicamente mas afirmou que ele estava ainda correto em prever o julgamento porque ele veio “espiritualmente.” Ele justificou sua nova interpretação dizendo que Deus é um Deus de amor que não iria deixar as pessoas sofrerem na terra por cinco meses. Além disso, ninguém seria capaz de sobreviver aos eventos por mais de poucos dias, acrescentou ele.

Depois de sua declaração, um repórter informou a Camping da notícia que a mãe tinha tentado se matar e duas crianças porque ela acreditou em seus ensinamentos do dia do julgamento de 21 de maio.

Quando Camping ouviu que a mãe não teve sucesso, ele disse que ele se sentiu aliviado.

“Assassinato é terrível. é contrário a qualquer coisa que a Bíblia ensina,” disse o radialista de 89 anos. “Isso teria sido algo terrível se ela tivesse feito. A Bíblia ensina que nós temos que salvar vidas, não matar.”

“Eu lhe digo. O que você me disse é um grande alívio para mim porque eu ficaria doente do coração se alguém tivesse feito uma coisa estúpida como essa.”

Quando pressionado pelo repórter sobre se ele iria aceitar a “responsabilidade por isso,” Camping respondeu que não.

“Eu não tenho qualquer responsabilidade. Eu não posso ter responsabilidade pela vida de ninguém. Eu estou somente ensinando a Bíblia,” disparou ele de volta.

Fonte: The Christian Post

Coação religiosa! Sim ou não?!

POSTEI ESTE TEXTO E VIDEO PARA SEREM ANALISADOS. UMA REFLEXÃO SOBRE O QUE OCORRE COM UMA CRIANÇA QUANDO SE FAZ UMA MÁ EVANGELIZAÇÃO, ENSINANDO-A A SEGUIR CRENÇAS E MITOS E NÃO VALORES SOBRE COMO PROCEDER NA VIDA E COMO É A VIDA, FAZ COM QUE ELA CRESÇA EM OPRESSÃO RELIGIOSA. ACREDITO QUE EVANGELIÇÃO TEM QUE SER ACOMPANHADA DE EDUCAÇÃO SOBRE VALORES DA VIDA... FAÇA SUA REFLEXÃO..



A história de Matheus é uma tragédia anunciada. Uma criança que ainda nem deve saber ler/escrever, mas já está doutrinada coercitivamente por pais que acham estarem fazendo o melhor para seu filho. Claro que, além de ensinar a rezar e pedir algo a um deus, a religião de Matheus também prega que este mesmo deus pune severamente seus próprios filhos que desviam do caminho que ele julga ser o melhor.

No vídeo vemos uma criança atormentada, desesperada com uma possível punição divina por ter matado um passarinho, ainda que o tenha feito sem intenção (se é que foi culpa dele de alguma forma). Então, eu perguntaria para os pais deste coitado: “Você realmente acha que a religião está fazendo bem para sua criança?”.

Certamente, estes pais acharão graça da reação exagerada do filho e dirão que, ainda assim, a educação religiosa lhe fez bem, pois, ele entendeu o valor de uma vida e se arrependeu (até demais) de ter tirado a vida de outro ser. Curado desta miopia que vem de brinde com a doutrinação religiosa, posso antever um garoto obcecado por sua fé e problemático em certo grau.
Quais as chances de um garoto nascido e criado numa rígida família cristã se tornar um dos 56% dos evangélicos brasileiros que fazem sexo antes do casamento ou daqueles 25% absurdamente hipócritas que já traíram a esposa? Dadas as porcentagens, vemos que as chances são muitas.

Mas há consequências mais graves desta religiosidade rígida sobre as quais muitos pais incautos (ou ignorantes) nem sempre estão atentos. Vamos imaginar uma garotinha jovem e religiosa. Ela ouve tudo e todos falando sobre o fim dos tempos e da tormenta eterna a qual um (bondoso?) deus condenará todos aqueles julgados como pecadores. Eis que ela decide escrever em seu diário:
“As baleias estão tentando encalhar-se e os pássaros estão morrendo – é só o começo do fim. (…) Nós não somos as pessoas justas, somente eles irão ir para o céu, e os outros ficarão aqui na Terra para passar por terríveis sofrimentos. Eu não quero morrer como os outros. Por isso é que eu vou morrer agora.”

Sim. Foi exatamente isso o que ela fez. Graças à previsão de Harold Camping, Nastya Zachinova, que vivia na República de Mari El na Rússia Central, acreditou que o fim do mundo seria no dia 21 de maio e se enforcou. E se Matheus, o pobre garoto do vídeo, tivesse dado o mesmo fim a si mesmo, na certeza de que isso talvez “aliviasse” seu pecado?

Eu entendo que os pais querem educar seus filhos para serem boas pessoas e usam a religião como uma das ferramentas para isso. Mas será que não seria o bastante ensinar apenas questões éticas e morais? Daquelas que toda pessoa sensata conhece o mínimo? Um “obrigado”, um “por favor”, um “licença”, o respeito às outras pessoas, etc? Claro que é possível! Contudo, neste cenário sem deus, vai que seu filho cresce e vira um ateu… aí, nem toda a moral e ética do mundo o tornariam uma boa pessoa, não é mesmo? Então, vale o risco para evangelizar desde o berço nossos amados filhos.


FONTE: http://bulevoador.haaan.com/2011/06/23292#more-23292

17 de jun de 2011

O "herege da vez" denuncia as causas, a moral excludente se apega aos efeitos


Por: Alex Carrari e Paulo Silvano

E os evangélicos prevendo que a Dilma seria eleita, foram, em favor da conservação do próprio conforto, exigir sua assinatura na caprichosa carta elaborada por líderes de imagem alinhada com o perfil geral da nação santa, geração eleita. Uma das questões, para não dizer a única, era que a candidata, que se consolidava nas pesquisas, assumisse compromisso em não aprovar o casamento – diferente de união civil – entre pessoas do mesmo sexo. Para não dar na cara que a questão envolvia nada mais que a garantia da permanência almofadada dos crentes na tranqüilidade de seus ideários dominicais sem correr os riscos de ter de lidar com o incômodo tema, embutiram lá também a questão da não legalização do aborto e outros itens despercebidos, secundariando o real motivo da falta de sono desta omissa parcela da sociedade.
Já no meio da candidatura da mulher, a movimentação no arraial do comodismo evangélico dava indícios do frenesi que se apossava dos crentes, enchendo as nossas caixas de entrada de e-mails com os mais variados alertas sobre a vida oculta da ex-ministra. De libertinagem e lesbianismo a envolvimento com satanismo, Dilma foi classificada de tudo o que a imaginação dessa gente pode produzir, sob o dúbio interesse por uma nação mais “santa” nas mãos de deus. Admitimos que lemos um ou dois desses e-mails e, daí em diante, tudo para a lixeira.

Esta inquietação evangélica sonoriza a cada quatro anos. A carta contendo como tema central, o que uma comitiva dos “bem intencionados” servos do deus, que abomina a sodomia, achou primordial para que não se mexesse no time que está ganhando, para que o Estado não viesse a entulhar o tênue caminho da vitória daqueles que aspiram por um Brasil culturalmente evangélico, demonstrou que estes “bem intencionados” servos sofrem, na memória coletiva, daquilo que os psicanalistas chamam de neurose histérica de dissociação. Um distúrbio na consciência e na identidade, em que desenvolvem como principal sintoma uma personalidade múltipla, pois, quando comparados o comportamento destes com as instruções de Jesus fica claro que não sabem de que espírito são.
O que pretendiam? Uma sinalização de que continuariam imperturbáveis, nos espaços anestésicos que são seus templos e igrejas, onde reproduzem um arquétipo de mundo que só existe na cabeça dos crentes.
Até aí nada novo.
O que é novo nesse episodio é a forma como os ditos líderes inconscientemente confessaram o blefe em que vivem, consentido com os aplausos de 90% da massa evangélica brasileira, que blefa junto.

Os destinatários da benção demonstraram nas urnas não ter e mínima afinidade com política e menos ainda senso de responsabilidade social quando a única opção de uma política mais igualitária, não corrupta e engajada, Marina Silva, não passou do primeiro turno. A proposta de “um jeito novo de fazer política” não fez sucesso entre os servos do dono do ouro e da prata, pois a única ética que encanta essa gente é a que é inspirada pelo espírito do capitalismo, egocentralizada, fundamentada no salve-se quem puder, na qual quem pede mais – e do jeito certo – leva mais.

Sobre este caso, perguntas que não querem calar: Porque na tal carta não havia um item expresso e inegociável que fizesse a futura presidente do Brasil assumir um compromisso de erradicar a pobreza principalmente nos estados e cidades mais pobres? Porque não havia lá nada que forçasse a Dilma a estabelecer metas para acabar com mortalidade infantil? Porque os crentes não pensaram em colocar como um dos pontos principais a serem assumidos pelo novo governo a extinção do analfabetismo? Passou despercebida a condição surreal da saúde pública e o tratamento desumano nas unidades básicas de bairros pobres? Não deu pra lembrar das urgentes e necessárias melhorias em vias públicas para os portadores de necessidades especiais? E o péssimo tratamento aos aposentados? E os maus-tratos no sistema carcerário? E a corrupção no centro do poder?
Outra carta, desta vez a Capital, contendo a entrevista do “pastor herege” causou uma acesa circulação de desinformação no arraial dos defensores da moral adequada aos costumes de um povo que se acostumou a buscar favores da divindade em um culto intimidador, prolixo em churumingas, conformado a uma liturgia capenga e cheia de ressentimento.

Está tudo ali, às claras, nada de meias palavras. Para interpretar sua fala nada de chave hermenêutica, indisponível aos iletrados. O Ricardo Gondim disse o que tinha para dizer e os evangélicos entenderam o que sempre se predispuseram a entender. Levando em conta que texto fora do contexto sempre foi uma especialidade dos crentes, não poderia dar noutra conclusão: “Agora a Betesda vai começar a casar gays”, dedução óbvia de quem se habituou a ler a Bíblia como se fora o texto sagrado algo parecido com a famosa caixinha de promessa, da qual o texto é sacado sem a necessidade de vinculá-lo aos demais não sorteados. Método não diferente é aplicado quando se interpreta as colocações daquele que se tornou o “herege da vez”. Ainda mais óbvias, são as intenções dos que utilizam essa hermenêutica para interpretar as palavras do Ricardo na Carta Capital: Os crentes intentam ocultar aquilo que é causa, tratando-o como se fosse efeito, e assim, como criaturas entregues ao delírio, ao desvairo e a obsessão, continuam dormindo o sono da insensatez sobre o lençol das suas próprias omissões.
Só para refrescar a memória, segue a pergunta da Carta e a resposta do Ricardo que, ainda que aqui, colocada fora do contexto, qualquer um com o mínimo de tino e bom senso entende do que se trata. Mas, por nos faltar a paciência que sobra ao nosso amigo, colocamos em negrito apenas o que a letra por si só é capaz de explicar:
Carta Capital: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?

Ricardo Gondim: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos que respeitar as necessidades que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.
Perceptivelmente indispostos a fazer uma leitura na ordem da entrevista, e prontamente dispostos a tomar como pretexto um texto sem contexto, a tática de alguns desses “guardiões da fé” foi dar uma dimensão maior ao que é secundário de modo que não tenham que lidar com aquilo que é primário: O clamor de uma sociedade tragicamente enferma diante de uma igreja que, afogada no próprio vômito, é incapaz de absorver e fazer valer os valores do Reino de Deus. Estranhamente, esse clamor é ignorado em favor do cumprimento do “decreto divino” – que alguns, desfilando uma sucessão textos bíblicos, apresentam-no como legitimado pelas Escrituras – que a troco de nada abomina a homossexualidade, a bissexualidade, e outras formas, que não a heterossexual, de relacionamento afetivo.

Das nove questões que foram postas à mesa pela Carta Capital, oito estavam relacionadas ao comportamento destoante dos evangélicos, que inclui um modelo de espiritualidade triunfalista, uma compreensão mesquinha de Deus, ambição por poder, ênfase na quantidade em detrimento da qualidade. Apenas uma, abordando a questão da união civil entre homossexuais, aparece na entrevista, como que entre parêntesis. Esta, como não poderia ser diferente, vitimada pela síndrome da caixinha de promessas, foi pinçada do contexto para que, sem o amparo do restante da entrevista, tivesse sentido e interpretação desvirtuados para atender os interesses escusos de setores da mídia evangélica.

Condenada às fogueiras virtuais, abominada em púlpitos maculados pelas faltas encobertas daqueles que praticam a injustiça, verdadeira causa do pecado, a resposta do Gondim foi lenha queimada para prover a cortina de fumaça suficiente para ocultar o enquadramento dos seus algozes na conduta sob suspeição, tema das demais perguntas e respostas da entrevista.
Os depreciadores, invocam Gênesis 19 que relata aquele episódio no qual homens da cidade de Sodoma queriam ter relações sexuais com as manifestações teofânicas, em forma de homens, hospedadas na casa de Ló. Segundo se entende, havia um clamor que se multiplicava aos ouvidos de Deus e que esse clamor O fez querer conferir pessoalmente se era procedente de um pecado que se agravava (Gn 18.20-21).

Quantos sermões e advertências ouvimos, desde que fomos formatados à moral excludente evangélica, afirmando que a destruição de Sodoma e Gomorra foi um corretivo de Deus, dado serem aquelas cidades antros de promiscuidade sexual e inversão dos valores heterossexuais. Sob esta interpretação, aprimoramos a nossa impressão de santidade e limpeza, sem a qual ninguém verá a Deus, ou seja, um proceder sexual retilíneo e austero é o que basta. E mais, que Deus admite qualquer coisa menos a inversão dos valores heterossexuais. Deus tolera a soberba, a fartura de pão na mesa de uns poucos e a escassez na mesa de tantos, a próspera tranqüilidade para uns à custa da miséria de muitos, o desamparo ao pobre e ao necessitado, a arrogância e a prática de abominações. Tudo isso fica na peneira de Jeová, ele faz vista grossa, mas contra a homossexualidade ele acende a Sua implacável ira.

Nada como o profeta para denunciar o que realmente se esconde por trás da ênfase na condenação de um desvio moral, mesmo socialmente aceito como foi o de Sodoma e Gomorra. O profeta Ezequiel põe as claras: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali” (Ez 16.49-50).

A comunidade evangélica que se pronuncia somente quando percebe que sua tranqüilidade e inércia poderão ser publicamente expostas, prega um elitismo moral como a verdadeira causa de não serem consumidos. Presunção, fartura de pão, próspera tranqüilidade, desamparo ao pobre, arrogância e abominações, são pecados menores, aliás, sequer são tratados como pecados se colocados a par da homossexualidade. As respostas do Ricardo na Carta são idênticas à estrutura da fala de Ezequiel. A reação ruidosa dos evangélicos sobre a questão da defesa dos direitos civis dos homossexuais é proporcional à preocupação com o conforto que querem para si, mas que negam aos outros. A artimanha utilizada pelos evangélicos para não ter de lidar com seus pecados mais enraizados e degradantes exposto pela fala do Ricardo no contexto da entrevista é a mesma que usam para interpretar o motivo de Sodoma e Gomorra terem sido destruídas baseado em Gênesis 19.

A eleição do Ricardo como o “herege da vez” se deve ao fato de ele denunciar a enfermidade crônica de um povo – que deveria ser cura – começando pelas causas, enquanto seus algozes, que se enquadram nestas causas, ferrenhamente se apegam aos efeitos.
As causas dessa enfermidade são as que aponta o profeta Ezequiel, que são sintomaticamente sentidas como antítese nas entrelinhas da carta dos evangélicos à Dilma e ordenadamente denunciadas pelo Ricardo na Carta Capital.
Um povo presunçoso que se orgulha de sua imagem em ascendência, que cada vez mais se afirma como grande consumidor, que apregoa fartura de pão e próspera tranqüilidade à custa do desamparo ao pobre, um povo que devido a sua arrogância comete abominações, faz que o clamor da justiça seja abafado ao ponto de se multiplicar, na forma de pecado, diante de Deus.

Um povo que não ouve o clamor por justiça que sobe de seu meio, que tenta sempre escapar de sua responsabilidade social, que subverte misericórdia em legalismo, que gosta tanto do convívio com a injustiça ao ponto de não querer lidar com suas causas, está tão unido à origem das estruturas de pecado que corre o risco de virar estátua de sal ficando pelo caminho como testemunho de sua insipiência para os que virão depois de nós.

Fonte. http://herdeirosdodeserto.blogspot.com/

9 de jun de 2011

Santo Sudário de Turim foi pintado por italiano em 1315


Santo Sudário de Turim foi pintado por italiano em 1315, diz estudioso
do jornal português Público

O Santo Sudário de Turim, um dos objetos mais venerados do Cristianismo, foi na verdade um trabalho do pintor italiano pré-renascentista Giotto. Esta é a conclusão de um estudo do artista italiano Luciano Buso.

O pano de linho puro, de 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura, que alguns afirmam ter sido utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, tem sido alvo de várias teorias, sendo até hoje um dos trabalhos mais misteriosos do mundo.


Luciano Buso, pintor e restaurador de arte, analisou exaustivamente e ao pormenor o Sudário de Turim através de várias fotografias oficiais cedidas pelas arquidioceses de Turim e garante ter encontrado a marca de Giotto no lenço. O italiano explica que a peça tem a marca de Giotto, presente em muitos dos seus trabalhos, garantindo ter verificado a presença do número 15 em várias partes do Santo Sudário, significando que a obra terá sido criada em 1315.

De acordo com a investigação, a peça está também assinada, mas assim como o número 15, nunca ninguém conseguiu ler porque Giotto terá usado uma técnica de escrita oculta que os pintores costumavam usar naquela época como marca indelével da autenticidade das suas obras.

São várias as teorias que existem em torno do Santo Sudário de Turim. Não existe acordo sobre a verdadeira origem da peça, nem mesmo se terá coberto o corpo de Cristo.

Em 1898, foram feitos os primeiros testes para se provar que o pano realmente serviu esse fim, depois de um fotógrafo de Turim ter feito uma foto do manto e, na revelação, ter descoberto que os negativos mostravam o corpo e o rosto de um homem crucificado. Em 1989, o Sudário foi submetido a um teste específico de carbono em três laboratórios diferentes, onde se chegou à conclusão que o pano de linho foi criado cerca de 1300 anos depois da morte de Jesus, entre 1260 e 1390.

Luciano Buso utiliza estes testes para provar que a sua teoria se enquadra no período de criação da peça e acrescenta que não acredita que Giotto não tivesse assinado claramente o trabalho para enganar as pessoas. “Ele não estava a tentar fingir nada, o que é claro tendo em conta que ele assinou ‘Giotto 15’, para autenticar o seu próprio trabalho”, disse ao The Independent o italiano.

Esta nova investigação também já está a gerar uma grande onda de controvérsia e criticas na Itália e nos meios religiosos. Os críticos acham que a teoria de Buso não faz sentido porque a Sudário de Turim não tem o padrão de Giotto.

Em 2010, o Sudário de Turim foi exposto ao público na Catedral de Turim, atraindo cerca de dois milhões de visitantes e peregrinos.


FONTE: http://www.paulopes.com.br/2011/06/santo-sudario-de-turim-foi-pintado-por.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FLHEA+%28Paulopes+Weblog%29

2 de jun de 2011

Vítimas belgas de padres pedófilos vão processar o papa Bento 16

Cerca de 80 vítimas belgas de padres pedófilos e de pessoas igualmente criminosas ligadas à igreja vão processar o papa Bento 16, além de manter as ações judiciais contra a Igreja Católica do seu país, no Tribunal de Ghent.

Walter Van Steenbrugge, um dos advogados das vítimas, disse que o papa tem de ser responsabilizado porque é quem nomeia os bispos, e muitos deles acobertaram os pedófilos.

“A Santa Fé e o papa têm responsabilidade pelos erros”, afirmou. “A negligência [do papa] permitiu que se agravasse o problema.”

O Vaticano ainda não se manifestou sobre a decisão.

Em setembro de 2010, uma comissão instituída por iniciativa da igreja da Bélgica anunciou 500 pessoas que foram vítimas de padre na infância ou adolescência.

O bispo Roger Vangheluwe é um dos abusadores. Após o seu afastamento da diocese de Bruges, ele reconheceu ter assediado dois sobrinhos.

Vangheluwe deu uma entrevista à TV em abril que causou indignação na Bélgica. Falou que um dos sobrinhos nunca reclamou do assédio. “Não tive a sensação de que meu sobrinho era contra, pelo contrário."

Com informação de Religión Digital.

1 de jun de 2011

Um brasileiro honesto


Um brasileiro honesto

Estava ali, na poltrona 13 do ônibus que faz a rota Friburgo-Rio. Um celular esquecido pelo passageiro. Entre a poltrona e o vidro, havia algo mais. O motorista Joilson Chagas, de 31 anos, abriu o “pacote rústico” e tomou um susto. Nunca tinha visto tanto dinheiro junto: R$ 74.800. Não passou aos superiores. “É tentador. Nessa hora, nem nos colegas a gente confia.” Por sorte ou destino, Joilson conseguiu devolver tudo ao dono. “O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.” Joilson levou o dinheiro de volta a Friburgo. Ao chegar ao ponto final, na Ponte da Saudade, avistou um senhor humilde chorando na porta da padaria. “Perdi um celular”, dizia ele, “deve ter sido no centro do Rio.” Joilson perguntou: “O celular é este?” O senhor, agricultor de 80 anos, emocionou-se: “É esse mesmo. Não tinha mais nada no ônibus?” Joilson disse que ele precisava explicar direitinho o que perdera. E ele falou: “Eram R$ 74.800 para pagar o transplante de minha filha, que não é coberto pelo SUS.” Joilson entregou o pacote e não aceitou recompensa. “O dinheiro estava contado para a cirurgia e para a passagem. Eu não podia aceitar nada”, ele me disse. “Também sou pai de família.”

A história de Joilson aconteceu no dia 19 de abril e correu mundo. No Facebook, ele recebeu mensagens da Holanda, da Espanha, dos Estados Unidos, do Japão. Foi a programas de televisão. Ganhou plaqueta da empresa elogiando seu ato. Foi homenageado na semana passada no Palácio Guanabara, do governo do Estado. Recebeu cartas de alunos da 2ª a 5ª série de uma escola do Rio, dizendo: “Motorista, foi lindo o que você fez, você foi meu herói.” Num dos envelopes, havia R$ 2 e um bilhete: “Desculpe não dar mais, era o que eu tinha no bolso.” Joilson treme a voz. Quer encontrar e beijar essas crianças. “O que eu fiz era para ser uma coisa normal. O ser humano é repleto de valores, mas não põe em prática.”

Ele começou a dirigir em transportadora quando tinha 18 anos. Concluiu o segundo grau. É casado, seu filho Gabriel tem 14 anos e sua mulher está grávida de cinco meses, de outro menino. Nas enxurradas em Friburgo, Joilson perdeu a casa, os móveis, e mora de favor na casa da irmã. A escola onde sua mulher era professora também foi levada pelas águas. Agora, ela costura. Joilson constrói uma nova casa. Trabalha 16 horas por dia como motorista, faz duas viagens de ida e volta no ônibus da Viação 1001, tem uma folga por semana. “Cai na segunda ou na terça.” O primeiro ônibus sai às 5h30 de Friburgo. Ganha R$ 1.000 líquidos por mês, mas paga R$ 500 ao pedreiro que ergue sua “casinha”. Joilson faz biscates de pintura: “A necessidade faz o sapo pular.”

Seu único bem hoje é uma “motinha”. Mas ele confia que “Deus está abrindo portas” e se preocupa com muita gente em Friburgo ainda abandonada em abrigos. Seu sonho é ter negócio próprio. Uma loja de autopeças. “Sempre vesti a camisa das empresas em que trabalhei, mas queria ter uma lojinha.” Depois da enchente, a empresa deu a ele “uma cama de solteiro para o filho, um guarda-roupa de três portas e um sofazinho”. Joilson gosta de diminutivos. Porque a vida sempre correu assim. Da casa para o trabalho, a estrada, os engarrafamentos, a paciência com passageiros mais estressados. A igreja e a beira do rio, onde pesca de anzol. “Meu lazer é ver televisão com a família comendo uma pipoquinha.”

A atitude de Joilson não lhe rendeu só alegria. Quando descansava no dormitório da empresa, alguns colegas jogaram seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro “Chagas otário”. “Me chamaram ainda de babaca, palhaço, puxa-saco. Meu filho virou motivo de chacota no colégio. Mas não teve vergonha, sentiu orgulho de mim. A gente vive num mundo estranho. Perderam os valores”, diz.

Eu queria que Joilson pudesse estar na lista da Época desta semana dos 40 brasileiros com menos de 40 anos que representam o futuro do país. “Educação hoje é uma coisa rara. Mas é tudo na vida. Tento passar para o meu filho. Fazer o bem faz bem. Acho que eu servi de exemplo para muitos políticos, muita gente.”

(Ruth de Aquino, Época)

26 de mai de 2011

Clichê gospel

Exemplo de Superação: Qian Hongyan



Em 21 de outubro de 2000, quando tinha apenas três anos, a menina chinesa Qian Hongyan perdeu as duas pernas num acidente de carro. A família Hongyan não tinha dinheiro suficiente para conseguir-lhe equipamento ortopédico de alta tecnologia para ajudá-la a locomover-se; assim seu pai deu a ela uma bola de basquete improvisando uma proteção ao seu corpo.

Mesmo com toda essa dificuldade ela era capaz de ir de sua casa até a escola literalmente saltando com a bola de basquetebol envolvendo uma armação de madeira acoplada ao seu corpo.
Cinco anos mais tarde, em maio de 2008, especialistas do Centro de Pesquisas de Reabilitação Ortopédica da China, na capital Beijing, conseguiram finalizar um projeto dando-lhe pernas protéticas especialmente criadas para sua situação.

Durante o sétimo encontro desportivo nacional para portadores de necessidades especiais (paraolímpicos) realizado em Kunming em maio de 2007, Qian Hongyan esteve presente diariamente assistindo aos jogos e sentindo-se profundamente envolvida e comovida vendo a luta de jogadores deficientes durante as partidas. Isso fez com que traçasse uma nova meta em sua vida — a de entrar no clube de natação especial. Ela e seus pais estiveram com Zhang Honghu, conhecido treinador que já treinou vários campeões de natação para deficientes, consultando-lhe sobre essa possibilidade. Foi matriculada no clube de natação e passou ao treinamento de natação profissional.

“Qian Hongyan é aplicada e estuda muito. Nunca abandonou sessões de treinamentos, embora tenha confrontado com muitas dificuldades no início”, disse seu treinador.

No início Zhang não deu muita atenção a Qian Hongyan. “Verificar a capacidade do indivíduo é importante na escolha de um atleta”, disse ele. “Qian Hongyan não tinha pernas. Parecia um navio sem leme, e um navio não pode funcionar bem se lhe falta a peça que permita a correta direção.” A fim de resolver o problema, Zhang fez um plano de formação especial para Qian Hongyan que ajudasse no equilíbrio ou balanço de seus ombros durante a natação, permitindo-lhe coordenar a direção correta na lâmina d´água sem auxílio das pernas e pés .

Nesse trabalho Qian Hongyan nada diariamente cerca de 2000 metros. Com cuidado ela sempre faz os exercícios apropriados, uso de halteres e assim por diante. Após um curto período de treinamentos, para a surpresa de Zhang, ele descobriu que a garota era dotada da habilidades para a natação.

Afirmou, “Hongyan é um nadadora muito boa. Eu não posso garantir que ela será uma campeã do mundo. No entanto, posso dizer que ela é definitivamente uma nadadora promissora. Nosso maior desejo é o de treiná-la a ter uma atitude positiva perante a vida.” O sonho de Qian Hongyan é participar nos Jogos Olímpicos Especiais de 2012 e tornar-se uma campeã do mundo. Tem trabalhado arduamente para alcançar seu objetivo!

GENOMA

Como nos tempos da Inquisição


Após defender o direito à união civil homoafetiva a CartaCapital, o pastor Ricardo Gondim vira alvo de ofensas na internet e perde o posto de colunista em revista evangélica na qual escrevia há 20 anos

Após defender o Estado laico e o reconhecimento jurídico da união homoafetiva em entrevista a CartaCapital no fim de abril, o pastor Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista, virou alvo de ferrenhos ataques de grupos evangélicos na internet. Um fiel chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse “arrancaria a cabeça” do pastor herege. “É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição”, comenta Gondim, que já previa uma reação de setores do mainstream evangélico, os movimentos neopentecostais com forte apelo midiático. Surpreendeu-se, no entanto, ao ser informado que, graças às declarações feitas à revista, não poderia mais escrever para uma publicação evangélica na qual é colunista há 20 anos.

“Fui devidamente alertado pelo reverendo Elben Lenz Cesar de que meus posicionamentos expostos para a CartaCapital trariam ainda maior tensão para a revista Ultimato”, escreveu Gondim em seu site pessoal, na sexta-feira 20. “Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.”

Por telefone, o pastor explicou as razões expostas pela revista evangélica para “descontinuar” a sua coluna, falou sobre as ofensas que sofreu na internet e não demonstrou arrependimento por ter falado à CartaCapital em abril. “A entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos.”

CartaCapital: Qual foi a justificativa dada pela revista Ultimato para descontinuar a sua coluna na publicação?

Ricardo Gondim: Eu escrevi para a Ultimato por 20 anos. Trata-se de uma publicação evangélica bimensal, na qual eu tinha total liberdade para escrever sobre o que quisesse. Não falava apenas da doutrina, mas de muitos assuntos relacionados ao cotidiano evangélico. E nunca sofri qualquer tipo de censura. Mas, agora, eles entenderam que as minhas declarações a CartaCapital eram incompatíveis com o que a Ultimato defende e expuseram três argumentos para justificar a decisão. Eu não concordo com essas teses e, para dar uma satisfação aos leitores, publiquei uma carta de despedida no meu site (www.ricardogondim.com.br).

CC: A defesa dos direitos civis de homossexuais foi um dos aspectos criticados pelo corpo editorial da revista?

RG: Sim. Eles entendem que o apoio à união civil de homossexuais abriria um precedente dentro das igrejas evangélicas para a legitimação do ato em si, a homossexualidade. Tentei explicar que uma coisa é teologia, outra é o ordenamento das leis. Num Estado é laico, não podemos impor preceitos religiosos à toda a sociedade. Uma coisa não transborda para a outra. Dei como exemplo o fato de a Igreja católica viver muito bem em países que reconhecem juridicamente o divórcio, embora ela condene a prática e se recuse a casar pessoas divorciadas. Eu não fiz uma defesa da homossexualidade, e sim dos direitos dos homossexuais. O direito deve premiar a todos. Num Estado democrático, até mesmo os assassinos têm direitos. Não é porque eles cometeram um crime que possam ser torturados ou agredidos, por exemplo. As igrejas podem ter uma posição contrária à homossexualidade, mas não podem confundir seus preceitos com o ordenamento jurídico do país ou tentar impor sua vontade. Muitos disseram que o Supremo Tribunal Federal tripudiou sobre as igrejas evangélicas ao reconhecer a união estável homoafetiva. Nada disso, o STF estava apenas garantindo os direitos de um segmento da sociedade. Essa é sua função.

CC: Quais foram os outros aspectos criticados?

RG: Eles também criticaram uma passagem da entrevista na qual eu contesto a visão de um Deus títere, controlador da história e da liberdade humana, como se tudo que acontecesse de bom ou ruim fosse por vontade divina e ou tivesse algum significado maior. E apresentaram um argumento risível: o de que a minha tese coloca em xeque a ideia de um Deus soberano. Claro que sim! Deus soberano é uma visão construída na Idade Média, e serviu muito aos interesses de nobres e pessoas do clero que, para justificar seu poder, se colocavam como representantes da vontade divina na terra. Só que essa visão é incompatível com o mundo de hoje. O Estado é laico. As pessoas guiam os seus destinos. Deus não pode ser culpado por uma guerra, por exemplo. Não vejo nisso nenhuma expressão da vontade divina, nem como punição.

CC: O fato de o senhor ter criticado a expansão do movimento evangélico no País também foi destacada?
RG: Sim. Eu fiz um contraponto à tese de que o Brasil ficará melhor com o crescimento da comunidade evangélica. Não acho que é bem assim. Critica-se muito a Europa pelo fato de as igrejas de lá estarem vazias, mas eu não vejo isso como um sinal de decadência. Ao contrário, igreja vazia pode ser sinal do cumprimento de preceitos do protestantismo se os cidadãos estão mais engajados com suas comunidades, dedicados às suas famílias, preocupados com os direitos humanos, vivendo os preceitos do cristianismo no cotidiano. Eu critico essa visão infantilizadora da vida, na qual um evangélico precisa da igreja para tudo e Deus é responsável por tudo o que acontece.

CC: O senhor se arrepende de ter concedido aquela entrevista à CartaCapital?

RG: De maneira alguma. O repórter Gerson Freitas Jr. até conversou comigo, preocupado com a reação que as minhas declarações poderia causar na comunidade evangélica. Mas a entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos. Eu já esperava alguma reação, só não sabia que viria com tanta virulência. Um evangélico chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse arrancaria a minha cabeça. É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição. Recebi inúmeros e-mails com ofensas e mensagens de ódio. Não sei precisar quantos, porque fui deletando na medida em que chegavam à caixa postal. Também surgiram centenas de textos me satanizando em blogs, sites e redes sociais.

CC: E entre os fiéis da sua igreja? Houve algum constrangimento?
RG: Alguns, influenciados pelo bafafá na internet, vieram me questionar. Então fiz questão de dar uma satisfação à minha comunidade. Após discursar, acabei aplaudido de pé, fiquei até meio constrangido diante daquela manifestação de apoio.

Observação: Todos os comentários no site da CartaCapital estão submetidos a moderação. Não serão tolerados textos ofensivos, de teor preconceituoso ou com acusações injuriosas.




Rodrigo Martins
Rodrigo Martins é repórter da revista CartaCapital há cinco anos. Trabalhou como editor assistente do portal UOL e já escreveu para as revistas Foco Economia e Negócios, Sustenta!, Ensino Superior e Revista da Cultura, entre outras publicações. Em 2008 foi um dos vencedores do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Acompanhe também pelo www.twitter.com/rodrigomartins0.